Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

CIDADE RUSSA CONGELA COM TEMPERATURAS DE -40ºC

Mäyjo, 31.03.15

Siberai

A cidade de Dudinka, na Sibéria, Rússia, acordou com as ruas com gelo até à cintura dos seus cidadãos, de acordo com várias fotos colocadas nas redes sociais.

De acordo com o porta-voz da localidade, Eugene Gerasimov, uma tempestade provocou uma fuga nas condutas de água, que inundaram as ruas. No entanto, a temperatura de -40ºC foi suficiente para congelar a água e provocar uma montanha de gelo na localidade – até à cintura das pessoas.

Com 22.000 habitantes, Dudinka fica à porta do Oceano Árctico, pelo que estas condições, digamos, adversas, não serão grande novidade.

Tal como muitas das zonas residenciais da Sibéria, a água quente chega aos apartamentos através de uma central onde ela é aquecida, seguindo depois para as casas das pessoas. “Qualquer pessoa que duvide da nossa temperatura actual só tem de olhar para as fotografias. Até os canos de água quente congelaram”, explicou Gerasimov, que confirmou que o estado de emergência foi accionado.

Apesar de muitas casas terem ficado sem água e electricidade, as ligações de internet mantiveram-se estáveis, o que possibilitou a partilha de informação.

Extreme Cold Freezes Hot Water Pipes And Creates Huge Frozen SeaSiberia_e

 

EMISSÕES DE CO2 EM 2014 ESTAGNARAM PELA PRIMEIRA VEZ EM 40 ANOS

Mäyjo, 31.03.15

CO2_SAPO

Os últimos dados disponibilizados pela Agência Internacional de Energia (AIE) indicam que as emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, provenientes do sector energético mundial em 2014, estagnaram pela primeira vez em 40 anos, fixando-se em 32 mil milhões de toneladas, o mesmo valor que foi registado em 2013.

“Esta é uma surpresa significativa e muito bem-vinda”, indicou Faith Birol, economista-chefe da AIE. “Estes dados fornecem um impulso muito necessário para os decisores se prepararem para forjar um acordo climático global em Dezembro, em Paris: pela primeira vez, as emissões de gases com efeito de estufa estão a dissociar-se do crescimento económico”, indica a economista, citada pelo TreeHugger.

Embora a notícia seja encorajadora, não deve fazer com que as atenções mundiais se descentrem do combate às alterações climáticas. E a razão é simples: embora a taxa de emissões tenha parado de aumentar, tal não significa que a taxa de concentração de CO2 na atmosfera para de aumentar.

Todos os anos se abre cada vez mais a torneira das emissões de CO2, de maneira que a “banheira” está a encher cada vez mais rápido. Porém, há um “furo” na banheira, o que faz com que parte deste CO2 desapareça da atmosfera – os responsáveis são os oceanos e florestas que absorvem este gás, mas esta capacidade de absorver CO2 está a esgotar-se.

Tal significa, recorrendo à analogia anterior, que em 2014 a torneira continuou na mesma posição de 2013, mas o CO2 continuou a ser emitido para a atmosfera.

Uma das razões para esta estagnação nas emissões de 2014 pode ser o facto de o consumo de carvão na China ter diminuído, impulsionado pelos esforços governamentais para combater a poluição atmosférica, utilizar a energia de uma forma mais eficiente e impulsionar as renováveis.

Foto: lost in pixels / Creative Commons

ONU: ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ESTÃO A AMEAÇAR A DIVERSIDADE ALIMENTAR GLOBAL

Mäyjo, 30.03.15

platacoes_SAPO

Um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) indica que as alterações climáticas representam uma ameaça real para a diversidade das plantações alimentares agrícolas.

A FAO teme que muitas das plantações mais comuns e o gado doméstico não se consigam adaptar ao aquecimento global e aos padrões meteorológicos voláteis. Sem medidas de conservação drásticas, a FAO receia que algumas destas plantações sejam mesmo extintas.

O estudo, elaborado pela Comissão de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura, indica ainda que não só as plantações humanas como também as selvagens estão em perigo. Porém, o relatório refere que as plantações selvagens têm maiores probabilidades de resistir às alterações climáticas.

Uma vez que a diversidade alimentar está ligada primariamente à fome mundial, a comissão da ONU está a considerar a adopção de guiões para integrar os recursos genéticos nos planos de adaptação às alterações climáticas, escreve o Inhabitat.

Para melhorar a resiliência dos sistemas alimentares, o documento recomenda a adopção urgente de várias medidas: fortalecer os bancos genéticos para que possam ser incluídas sementes mais vulgares, revisão das práticas de criação, criação de bancos comunitários de sementes e aumentar a troca de sementes entre agricultores de regiões distintas.

Foto: tim phillips photos / Creative Commons

SE JÁ PAGO GESTÃO DE RESÍDUOS NA FACTURA DA ÁGUA, PORQUE DEVO SEPARAR AS EMBALAGENS?

Mäyjo, 29.03.15

Se já conhece a campanha da Sociedade Ponto Verde que pretende desmistificar alguns mitos associados à reciclagem de resíduos de embalagens, fique a saber que, de todas as situações encenadas por César Mourão e Nuno Markl – e que, na verdade, representam situações reais do dia-a-dia dos cidadãos comuns – a que será, talvez, mais inexplicável, é a que publicamos hoje.

Assim, e para todos os que questionam a separação de embalagens, argumentando que já paga a gestão de resíduos na factura da água, a resposta da Sociedade Ponto Verde é clara: existem mais de 2.400 empregos directos associados à gestão de resíduos de embalagens no âmbito do Sistema Ponto Verde, responsável por €71milhões no PIB. “Não separar os resíduos de embalagem, para além de ser prejudicial para o ambiente, geraria um decréscimo do PIB e a perda destes postos de trabalho”, explica a Sociedade Ponto Verde.

Por outro lado, a reciclagem ajuda a diminuir as emissões de dióxido de carbono no equivalente a 15.000 voltas ao mundo de avião

Constituída por quatro filmes de 1 minuto e meio, a campanha Recicla Mitos arrancou a 12 de Março de 15 e pretende desmistificar outros três mitos: os resíduos depositados em diferentes ecopontos acabam misturados no camião; as embalagens devem ser lavadas antes de separadas e o facto de não existirem ecopontos suficientes em Portugal. Tudo inverdades.

Do mesmo realizador da série televisiva Sal, Telmo Martins, os quatro filmes pretendem desmistificar a ideia de que os resíduos depositados nos ecopontos são misturados no camião que os transporta até aos centros de recolha e triagem; explicar que a reciclagem não é causadora de desemprego, mas antes geradora de postos de trabalho; tirar dúvidas sobre gestos de reciclagem; e, por último, esclarecer sobre a presença de ecopontos disponibilizados em território nacional.

 

Pág. 1/24